Ciro Gomes no Jornal Nacional: confira os principais destaques da entrevista
- 24/08/2022
Ciro Gomes foi o segundo entrevistado da série do Jornal Nacional com os quatro candidatos a presidente mais bem colocados nas pesquisas eleitorais de intenção de voto.
O candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) foi entrevistado nesta terça-feira, 23, na bancada do Jornal Nacional. A sabatina, conduzida pelos jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos, durou 40 minutos e abordou os principais pontos das propostas e da vida pública do ex-governador do Ceará.
Foi a segunda entrevista da série do Jornal Nacional com os quatro candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais de intenção de voto. A primeira foi com o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).
Assim como em outras entrevistas e eventos que participa, Ciro Gomes falou dos principais aspectos de suas propostas econômicas para o país. Tudo baseado no livro que ele escreveu chamado "Projeto Nacional: o dever da esperança". A obra é o manual do seu programa de governo. Entre as propostas está a tributação progressiva de grandes heranças para aumentar o caixa do Tesouro.
O candidato também tentou se diferenciar de Bolsonaro e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estão na frente nas pesquisas de intenção de voto. O tom do discurso do ex-governador foi apontar os erros que ambos cometeram nas suas gestões e dizer que ele é uma alternativa para o país.
É a terceira vez que Ciro Gomes concorre ao Palácio do Planalto. Em 2018, ficou em terceiro lugar, com 12% dos votos. No segundo turno, entre Jair Bolsonaro (na época filiado ao PSL) e Fernando Haddad (PT), adotou uma postura de oposição às duas candidaturas. Em entrevista recente, disse que votou no petista, apesar das duras críticas feitas ao partido.
Veja os principais destaques da entrevista
Taxação de grandes fortunas
Na entrevista ao Jornal Nacional, Ciro Gomes detalhou sua proposta para a taxação de grandes fortunas. Segundo ele, pagarão mais impostos os super-ricos, aproximadamente 58.000 pessoas com patrimônio superior a 20 milhões de reais, nas contas do pedetista. "Cada super-rico vai pagar 50 centavos a cada 100 reais da sua fortuna", disse.
O ex-governador explicou que este dinheiro a mais será usado para garantir uma renda mínima de 1.000 reais permanente aos mais pobres. Além disso, fará uma remodelagem da Previdência Social.
"O que eu estou propondo é uma perna para a Previdência. Vou pegar o novo BPC [Benefício de Prestação Continuada], a aposentadoria rural, o seguro desemprego e todos os programas de transferência e transformar em direito Constitucional. Essa consolidação é mais de 297 bilhões de reais", afirmou.
Congresso
Ciro Gomes criticou o modelo atual de relação do poder Executivo com o Legislativo. Para ele, é necessários acabar com o que ele chamou de "toma lá, dá cá". "Precisamos transformar a minha eleição não no voto pessoal, mas em um plebiscito programático", disse.
O candidato ainda afirmou que as principais reformas serão feitas nos primeiros seis meses de governo. "Vou negociar com quem se eleger. Vou propor negociação com estados e prefeitos. Repactuar o acordo de dívidas. Se persistir o impasse, chamamos o povo para plebiscito", explicou.
Reeleição
"Abro mão da reeleição a partir de agora", se comprometeu o candidato Ciro Gomes. Segundo ele, a possibilidade de um novo mandato atrapalha a governança. "O presidente fica com medo dos conflitos porque quer a reeleição. Ele tem medo de CPI porque quer se reeleger. Vou cuidar só da reforma que o país precisa", garantiu.
Fonte: Gilson Garrett Jr / Exame.com